sábado, 18 de agosto de 2012

O Menino que Sonhava Chegar à Lua (Sally Nicholls)



"O mais importante na vida é termos objectivos, temos de ter sempre algum objectivo para trabalharmos nele. Sempre!"

Esta citação não é deste livro. É tua.
Hoje, finalmente, consegui interiorizá-la em teu nome. Um nome cheio de vida, cheio de sonhos, e sem medos, mesmo no fim.


A uma saudade que só tu sabes criar. Amo-te, daqui até ao Céu, e à Lua :)
Ao som de: Coldplay "Paradise"


Sinopse www.wook.pt: Há histórias com um final triste que são encaradas de uma forma positiva. Tudo depende do ponto de vista. Esta é a mensagem central do livro de estreia de Sally Nicholls que venceu o prémio da Waterstones Children’s Book Award 2008, um galardão votado por livreiros de mais de 300 lojas no Reino Unido, Irlanda e Europa com o propósito de fazer "aparecer o talento escondido na literatura para crianças". E apesar deste livro ter sido categorizado como uma leitura juvenil, atravessa algumas faixas etarias dirigindo-se igualmente ao segmento adulto, à semelhança de outros livros como o Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry ou de O Estranho Caso do Cão Morto, de Mark Haddon. O Menino Que Sonhava Chegar à Lua conta a história de Sam, um rapaz de onze anos que está a morrer com leucemia, e que sabe que vai morrer e que morrer é um facto da vida. Sam adora coleccionar factos. Quer saber tudo sobre OVNIS e filmes de terror e naves espaciais e fantasmas e cientistas, e quer saber o que se sente quando se beija uma rapariga. E como tem leucemia quer saber tudo sobre a morte. Um relato apaixonante, sensível e profundo de um pequeno rapaz que procura respostas a perguntas que ninguém quer responder.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Catarina ou o Sabor da Maçã (António Alçada Baptista)



Sempre foram os livros que me escolheram, e não o contrário.
Parece existir uma hora perfeita, um tempo exacto para a leitura coincidir com o estado da alma. Assim foi, também, agora, ao «Ler(-te)».
Poderia continuar  a estacionar o pensamento na razão de certas pessoas terem tanto na mente, e no coração, e mesmo assim não terem a capacidade de serem felizes. É que sempre que estaciono aí o meu cérebro, a vontade de rir adensa ... amplia por todo o corpo, agita cada partícula da alma e a resposta resume-se a um nada pequeno, a um abismo de proporções gritantes.
É que ... enfim.
... a razão é mesmo essa.
A felicidade está apenas ao alcance de quem não pensa.

Ao som de: Bon Iver "I Can't Make You Love Me"


Sinopse www.wook.pt: Nesta interessante análise dos comportamentos humanos que informa toda a trama novelesca, o narrador desdobra-se em observador, distanciando-se do vivido, e em participante, envolvendo-se, para melhor compreender. Assim nos dá a conhecer Catarina, doce e adorável mulher que no entanto abriga em si uma perigosa atracção pelo abismo. A leitura deste romance é sempre renovado pelo prazer de saborear a prosa de Alçada e, simultaneamente, experiência de inquietação, o que, de resto, caracteriza toda a obra do autor.
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