quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Acidental (Ali Smith)

 
Na contracapa deste livro é possível ler-se o seguinte: "De certeza que nunca conheceu personagens como estas e nunca encontrou uma história semelhante e, sem dúvida, nunca ouviu uma voz como a de Ali Smith."
Dei comigo a pensar: "Presunçosa a pessoa a dizer-me isto. Sabe lá se ouvi uma voz bem melhor, ou pior, ou o que fosse?" Sei é que é parti de uma forma quase suspeita para a minha primeira leitura da obra de Ali Smith, com expectativas altas, altamente justificadas pelo comentário presunçoso da contracapa...
Verdade é que presunçosa, ou não, estava coberta de razão. Nunca li um livro assim, posso afirmá-lo. A sério. Ali Smith é genial.
É daqueles casos em que dá vontade de dizer "quando for grande, quero ser uma escritora assim!".
Estamos a falar de um livro em que a história central gira sobre uma mulher, uma estranha mulher, que surge no seio de uma família disfuncional, em que cada um dos seus elementos começa a desintegrar-se de dentro para fora, cuja alma há muito deixou de se sentir ou tentar encontrar-se. Fisicamente visível ou não, esta mulher, ou anjo, surge e como uma forte rajada de vento muda mentalidades, busca ordem em pensamentos desarrumados, sei lá, há um rumo estranho na sua chegada...
 
Leiam.
 
Boas leituras.
 

30 Day Book Challenge - Dia 8

 
 
E hoje o desafio é...
 
Day 8 - Most overrated book
 
Sem precisar de me alongar muito, acredito que um livro muito aclamado e sem qualidade literária para tal foi a saga «Twilight» de Stephenie Meyer.
 
 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

30 Day Book Challenge - Day 7


E hoje o  desafio é...
 
Day 7 - A book that makes you laugh
 
Um livro que me fez rir imenso, com momentos verdadeiramente hilariantes foi «Dias Tranquilos em Clichy» de Henry Miller.
 
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

30 Day Book Challenge - Day 6


E hoje o desafio é...

Day 6 - A book that makes you sad

Bem, a primeira escolha recai num livro que ao dizer «deixou-me triste» não se aplica totalmente. Contudo, a emoção inerente na leitura deste livro, de tão incompreensível e igualmente potente, não me permitiria escolher outro! (Pois de alegria não se trata, tristeza também não..., um grande abismo!)
Falo de «Admirável Mundo Novo» de Aldous Huxley.
 
Grande. Grande livro.

domingo, 27 de outubro de 2013

30 Day Book Challenge - Day 5


E hoje o desafio é...

Day 5 - A book that makes you happy

Um livro que me deixa particularmente feliz por muitos motivos, pelo conteúdo inspirador de alegria e esperança de um modo muito terno é, sem dúvida: «Mulherzinhas» de Louisa May Alcott. Um dos livros da minha infância e que ficou para sempre.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

30 Day Book Challenge - Day 4


E hoje o desafio é ...

Day 4 - Favorite book of your favorite series

Da trilogia que referi anteriormente, gostei sobretudo do livro «Terra Bendita». Lembro-me, agora, de um outro livro que apreciei bastante de uma trilogia: «Chocolate» de Joanne Harris.
 
 
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

30 Day Book Challenge - Day 3


E hoje o desafio é ...
 
Day 3 - Your favorite series
 
 
Sem precisar de pensar muito, a trilogia que mais gostei é a da escritora Pearl S. Buck, composta pelos livros «Terra Bendita», «Os Filhos de Wang Lung» e «Casa Dividida».
 
 


 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

30 Day Book Challenge - Day 2


Hoje o desafio é...

Day 2 - A book that you've read more than 3 times

Já reli alguns livros, no entanto, há um livro em específico que reli inúmeras vezes, muito mais que três vezes. Tinha-o sempre comigo e por vezes, abria-o ao acaso para ler apenas algumas passagens. Falo de "Fazes-me Falta" de Inês Pedrosa.



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

30 Day Book Challenge - Day 1

Descobri este desafio no blog «A Rapariga dos Livros» :) e decidi segui-lo também. Um desafio engraçado.
Assim sendo, temos 30 dias para expor determinados livros de acordo com um desafio específico.
Hoje o desafio é...

Day 1 - Best book you read last year

Pela loucura, pelo poder da escrita, pela soberba mensagem, sem sombra de dúvida, o melhor livro que li no ano passado foi "O Retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde.


sábado, 19 de outubro de 2013

Incendiário (Chris Cleave)


Já há algum tempo que não me deparava com um livro que gostasse realmente. «Incendiário», a primeira obra de Chris Cleave, autor do conhecido livro «A Pequena Abelha», conseguiu cativar-me com uma boa história, focada no terrorismo.
O livro começa em forma de carta dirigida a Osama bin Laden e quem a escreve é uma jovem mulher, destruturada, magoada, culpada pela força indescritível que um massacre pode ter na vida de alguém.
Depois de perder o marido e o filho de 4 anos num atentado, no preciso momento em que trai o marido no sofá de sua casa, esta mulher vê a sua vida irremediavelmente quebrada para sempre. A partir deste momento, entra numa espiral de mágoa e comprimidos que tentam atenuar uma dor impossível de passar, misturada com a força  de quem perde alguém e anseia encontrar uma forma de restabelecer alguma paz a quem foi.
Em cartas sentidas, e por vezes, quase irrisórias, dirigidas ao «Caro Osama», vai tentando atenuar a sua dor numa jornada brindada por personagens igualmente perturbadas em que, ironicamente, acaba por se tornar porto de abrigo.
A mensagem, no meu ponto de vista, prende-se sobretudo à dor de uma mãe e à força de fazer alguma coisa que deixe bem claro um amor inqualificável, de tão grande que é. Confesso que senti o desfecho um pouco forçado, no entanto, acredito que o autor foi feliz no fio condutor de todo o livro e na ideia que pretendia transmitir: a dor de uma mãe, culpada, e a vingança como a única saída possível.
Tudo isto em paralelo a um cenário social que pulsa acelerado nos dias que correm. A jovem mulher acaba por representar o rastilho fruto das consequência da maldade dos outros.
 
"Anda Osama o meu filho precisa de um pai e já são horas de também tu cresceres. Disse-te tudo o que há a dizer sobre a tristeza das bombas portanto agora tens de desistir delas. Sei que és um homem inteligente Osama muito mais do que eu e sei que tens muitas coisas para fazer mas devias ser capaz de as fazer com amor é exactamente aí que quero chegar. O amor não é capitulação Osama o amor é fúria e coragem e ruído pode-se ouvi-lo no barulho que o meu filho está agora mesmo a fazer enquanto brinca. GRRRR! GRRRR! diz ele só queria que o ouvisses Osama este barulho é o som mais feroz e ruidoso na Terra há-de ecoar até ao fum do tempo é mais ensurdecedor do que as bombas. Ouve este barulho Osama são horas de parares de bombardear o mundo. Vem ter comigo Osama. Vem ter comigo e juntos voltaremos a unir o mundo COM UM RUÍDO E UMA FÚRIA INCRÍVEIS."
 
 
O livro não tem vírgulas. Uma só, como se pode ver nesse excerto. Acaba por criar, por vezes, alguma confusão ao leitor. Penso que a ideia parte mesmo do autor, cuja protagonista refere inicialmente não saber escrever e não se dar bem com as vírgulas...
 
Por último, a adaptação ao cinema foi uma verdadeira desilusão uma vez que foge tremendamente à história do livro. Alguém viu?
 
 
Um bom livro, que recomendo! :)
 
www.wook.pt: Entre as vítimas de um atentado terrorista ocorrido durante um jogo de futebol em Londres, estão o marido e o filho da mulher que, destroçada, escreve agora uma carta a Osama bin Laden. Num tom simultaneamente emotivo, lúcido, magoado e chocantemente humorístico, ela tenta convencer Osama a abandonar a sua campanha de terror, revelando a infinita tristeza e o coração despedaçado de quem, no fundo, é apenas mais uma das suas vítimas. Mas o atentado é apenas o começo. Enquanto medidas de segurança transformam Londres num território virtualmente ocupado, a narradora também se encontra sob cerco. De início, ela recupera forças ajudando no esforço antiterrorista. Mas quando se envolve com um casal de classe alta, dá por si a ser gradualmente arrastada para uma teia psicológica de culpa, ambição e cinismo, que corrói a sua fé na sociedade que defende. E quando uma nova ameaça de bomba atira a cidade para mais uma vaga de pânico, ela vê-se forçada a actos de profundo desespero …Mas reside aí, talvez, a sua única hipótese de sobrevivência.
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Última Amante de Hachiko (Banana Yoshimoto)



O amor está muito presente neste livro. Enfim, posso dizer que se trata, na minha opinião e forma de análise, como o processo  e diferentes etapas de quem vive o amor: as suas intensidades e ilusões inerentes, de certa forma.
A protagonista da história está deslumbrada por Hachiko, e tudo aquilo que este rapaz representa na sua vida pouco apetecível, vinda de uma família ligada ao sobrenatural e que rejeita de uma forma peculiar...
Etapas do amor, o deslumbramento, misticismo, o tempo presente brindado pela companhia dessa referência que cura corações partidos, e enfim, o momento de preparar o coração, mais uma vez, para uma despedida anunciada.
Foi basicamente a mensagem que consegui apurar deste livro da Banana... no entanto, não consigo deixar de referir que "Adeus, Tsugumi" me marcou muito mais, na própria escrita e na história em si, mais profunda e rica.
 
Aqui fica a opinião, que como se pode notar, não é muito, muito positiva...
 
Boas leituras!
 
 
Ao som de: Muse "Undisclosed Desires"
 
 
 
www.wook.pt: Romance que reúne o Japão das seitas e a Índia da ascese e do misticismo. Mao é uma rapariga que vive numa comunidade religiosa centrada na figura carismática da avó, curandeira e vidente. Esta seita, após a morte da fundadora, começou a trair os seus ensinamentos e a transformar-se numa comunidade de acólitos exaltados e fundamentalistas. Mao, dotada de alguns poderes sensoriais e de um singular talento artístico, afasta-se cada vez mais deste ambiente,e acaba por ir viver com Hachi, ao qual está ligada por uma profecia de amor e misticismo. No entanto, a sua relação não está destinada a durar. O inevitável fim desta história de amor assinala para Mao o fim da adolescência e a passagem para uma nova percepção mais equilibrada da existência.
 


domingo, 6 de outubro de 2013

Mil e Um Fantasmas (Alexandre Dumas)


Muito bom. Para quem gosta de fantasmas, e eu gosto.
Entre gostar, e acreditar, vai uma distância adorável.
Com uma estrutura narrativa muito interessante, o leitor é conduzido para uma sala em que o ambiente grita por histórias cuja natureza sobrenatural se torna o centro de tudo.
O silêncio, esse, assume a condição máxima para que o poder de cada história alcance o mais alto nível. Shhh...
 
 
Uma boa escolha para noites de Inverno, de preferência com uma boa tempestade lá fora.
 
Tenham medo. Muito medo.
 
 
 

www.wook.pt: Mil e Um Fantasmas é uma das raras obras de Dumas dedicada ao fantástico, ao terror e ao sobrenatural. Através de uma original estrutura narrativa, encaixa diversas histórias separadas. Durante um dia de caça em Fontenay-aux-Roses, Alexandre Dumas testemunha uma horrível tragédia: um homem que assassinara a mulher acaba de se entregar à polícia. Está aterrorizado: depois de decapitar a mulher com um sabre, a sua cabeça rolou na direcção dele e acusou-o. Nessa noite, Dumas é convidado pelo presidente da câmara para jantar. Devido aos acontecimentos do dia, cada um dos convivas relata uma história - cada uma mais aterradora que a anterior - acerca de acontecimentos inexplicáveis ou de natureza sobrenatural. Entre histórias de fantasmas, vampiros, espíritos vingativos e maldições eternas, uma suspeita prende-se à mente do leitor: os mortos podem caminhar entre os vivos…