quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

E os vencedores são...

À semelhança do ano anterior, não vou referir os 52 livros lidos ao longo do ano mas sim destacar aqueles que se tornaram mais importantes. Este ano são três livros que não consigo deixar de destacar:
 
 
 
 

 
 
 
Bom ano de 2015, com muitos, muitos livros!
 

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Citação



 
 
"O mais corrosivo de todos os ácidos é o silêncio."
 
(Andreas Frangias)
 
 

domingo, 28 de dezembro de 2014

Love. Love. Love.

 
 
Retirado Pinterest.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Herdeiros do Ódio [O Filme]



Para os mais preguiçosos, o filme.
No entanto, acredito que neste caso só quem leu o livro poderá entender claramente a essência da história.
 

 
 
O trailer:
 
 
 


Herdeiros do Ódio (V.C. Andrews)


«Herdeiros do Ódio», escrito por V.C. Andrews há 35 anos atrás é um daqueles livros poderosos e de uma intensidade incapaz de cair no esquecimento.
Não é um livro. É um senhor livro.
 
Cleo Virginia Andrews era pintora profissional até se dedicar à escrita a tempo inteiro. Os seus romances combinam horror gótico e saga familiar, girando em torno de segredos de família e amor proibido (envolvendo frequentemente temas de incesto consensual, na maioria das vezes entre irmãos). Os livros de V.C. Andrews venderam mais de 105 milhões de exemplares em 22 línguas. Faleceu em 1986.
 
O leitor acompanha a vida de quatro jovens irmãos que, após a morte do pai num trágico acidente de viação, veem a sua vida mudar irremediavelmente. Por vezes, as mudanças podem ser motivo de alegria e expectativa mas não para estes jovens que partem para casa dos, até então, desconhecidos e ricos avós maternos.
Numa mansão de tamanho a perder de vista, riqueza sem fim, os irmãos dão início a uma infância de portas...trancadas. Entre um pequeno quarto e um velho sótão. Na promessa de alguns dias ali confinados até que a mãe reconquiste a confiança do velho pai - entre segredos até então desconhecidos - , os dias vão-se arrastando a meses, e estes, a anos. Anos pesados que moldarão para sempre a personalidade dos irmãos, sobretudo Cathy e Chris, os irmãos mais velhos que, repentinamente, se sentem os pais assumidos dos pequenos irmãos gémeos.
Inicialmente, a esperança. Esperança de que todo um cenário macabro como aquele não passe disso mesmo, um cenário. Que passe rápido, mas não passa. Os dias, esses, passam lentos e a sua conta, aumenta sem previsão de terminar.
Vem a forçosa adaptação. A comida racionada. O sono intranquilo. O medo. As sanções. O contacto com o pecado até então desconhecido. Uma Bíblia contraditória. A hipocrisia palpável na forma de uma avó assustadora, que invoca o nome de Deus com a boca suja. Suja de segredos que viriam a ser descobertos, mais tarde.
É assim, num emaranhado cinzento, macabro e solitário que Cathy e Chris continuam a crescer, a puberdade a emergir e os corpos a reclamar um amor que não têm fora daquelas paredes sinistras. Como ervas daninhas, agarram-se a si mesmos, uma solidão que ampara a outra. Justificada entre eles. Com o peso do pecado. Com o peso do vazio de anos roubados.
Depois, a luta e a fuga. A dor de quem perde. E a dor de quem se ilude. Como Cathy diz, não há ódio mais capaz, mais forte, do que aquele que nasce de um amor traído.
Por fim, a ausência da vingança. Na minha opinião, o fim é uma das melhores partes do livro. Não por acabar, mas pela forma como acaba. Sempre me ensinarem que o silêncio é digno dos inteligentes e estes jovens só querem viver outra vez.
Que forma melhor do que, apenas e só, seguir em frente?
 
Um livro para guardar.
E venham os próximos da série.
 
 
Boas leituras.

Gaveta de Filmes

 
 
 
Ok, é uma comédia romântica. Mas! Merece o reconhecimento pela abordagem à doença mental e, sobretudo, à tendência do julgamento fácil.
Se virem, vão perceber.
 


 
"- Have you ever been in love before, Daisy?
- No.
- Then how do you know you love Mr Wheeler?
(...)
- When it happens, you know it's not anything else."

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Palavras Soltas #2

Conceito de si (fr. concept de soi; ing. self concept). Representação de si no sistema de conhecimentos do indivíduo. Esta representação é equivalente a uma estrutura cognitiva provavelmente complexa que intervém no tratamento das informações provenientes ou do ambiente social do indivíduo ou do seu próprio comportamento. Ela é feita de um conjunto de metaconhecimentos funcionais e de conhecimentos factuais que se encontram ativados por certos aspectos salientes do meio ou do comportamento. O conceito de si serve para organizar a nova informação relativa ao si. Ele implica regras de inferência, de julgamento, de codificação, de recuperação em memória destas informações, bem como de predição e de planificação dos comportamentos futuros.
 
ERSOC (Dicionário de Psicologia) 

One

 



quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Natal com Nutella :)

 
 
 
Nesta que é a bela noite de Natal resolvi apresentar um livro muito especial: «Cozinhar com Nutella». Um livro obrigatório para ter ali na estante da cozinha, sempre à mão para transformar e alegrar os dias. Sim. A Nutella tem esse imenso poder.
Como não poderia deixar de ser, deixo aqui uma das receitas já comprovadas neste livro de Paola Balducchi. Para repetir!
 
Bom Natal. Bons momentos :)
 
P.S. E já agora, uma bolachinha aqui e ali barrada com Nutella!
 
 
«Bolo Moka com Nutella»
(p. 106)
 
 
 
 
 


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ingredientes de Natal

Vá, chamem-me nostálgica ou até previsível, que eu não me zango.
Natal que é Natal tem Mr Scrooge!
É ou não é?
Livro e filme para consumir como chocolate, pois claro! ;)
 
 
Feliz Natal!
 
 
 
:)


Citação

 
 
 
Hmm. Hmm.
Oui. C'est vrai.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Espera por mim (Gayle Forman)

Esta é a continuação de «Se eu ficar», livro que narra a história de Mia, a adolescente que após perder a sua família num acidente de viação, e acordar do coma, se vê agora confrontada com uma série de escolhas em nada fáceis de assumir. Entre elas, o amor por Adam e a sua dolorosa presença. Associada a recordações que não quer ter.
Confesso que estamos perante o chamado livro pipi. O livro fofinho. Livro algodão doce. O que quiserem. Uma espécie de livrinho leve que narra uma história trágica com amor adolescente à mistura que, apesar das adversidades, tem o seu previsível "final feliz".
Mais do que isto poderei dizer que o livro tenta sublinhar as dificuldades do luto, os seus estádios inerentes, a inevitabilidade da vida e a urgência em superar as mazelas que esta, irrevogavelmente traz.
De forma global, estes dois livros, com uma escrita muito acessível e direta, permitem ao leitor momentos descontraídos com uma pequena, triste e simultaneamente feliz história de amor entre dois jovens ligados pela música e pela tragédia.
 
 
 
Boas leituras.
 
 

Gaveta de Filmes

Ah e tal e isto é um blogue de livros mas vamos lá ser rebeldes e falar de filmes. Só para sermos diferentes. Fugir da rota.
 
 
«Restless»
é um desses filmes que merecem toda a atenção.
Estão à espera de quê? Comecem já a ver. Já.
 
 
 
 
 

"Hmm... música para os meus ouvidos" :)

 
 
 


É para ti, chuva.
Vais encontrar o caminho para casa, outra vez.
Como música para os teus ouvidos.
 
 
 


domingo, 14 de dezembro de 2014

Se eu ficar (Gayle Forman)

«Se eu ficar» é um pequeno livro juvenil escrito por Gayle Forman, sobre Mia, uma adolescente que vê a sua vida mudar para sempre após um trágico acidente de carro que vitimiza toda a sua família.
Ainda em estado de coma, o leitor acompanha as reflexões de Mia enquanto a própria vislumbra o mundo numa perspetiva que nem a própria entende. Num limiar entre a vida e a morte.
Acredito que seja esta força principal do livro: a iminência da morte e a ponderação face às diferentes possibilidades, escolhas que ainda poderíamos fazer.  Ou que jamais virão a materializar-se.
Numa linha de porquês legítimos, o leitor terá a oportunidade de seguir uma adolescente apaixonada pelo namorado e pela força redentora da música, tudo junto numa busca desesperante de quem ainda quer... ficar.
 
 
Adaptado ao cinema, podem ver aqui:
 
 
 
Boas leituras! :)
 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Poesia nos bolsos

 
 
Assim me vi um dia a cair,
Da minha verdade, da minha loucura,
Dos meus fervorosos devaneios diurnos,
Cansado dos dias, enfastiado pela luz do sol,
- fui caindo, rumo à noite, rumo às sombras:
Uma única verdade
Me roubou toda a cor e me deixou sequioso:
- Ainda te recordas, ainda recordas, coração ardente,
Como nesse tempo tinhas sede? -
Ver-me assim banido
De tudo quanto é verdade!
Um mero louco! Um mero poeta!
 
 
 
 
Friedrich Nietzsche
Um mero louco! Um mero poeta!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A Vida Peculiar de um Carteiro Solitário (Denis Thériault)

«A Vida Peculiar de um Carteiro Solitário» é um livro diferente, mas que encerra em si os temas mais básicos da vida. Diferente, então, pela abordagem, pelo conceito e pela quase irritabilidade que causa, inicialmente, pelo carteiro que se apodera das cartas que não são suas. O mais comum dos mortais ficará incrédulo pela curiosidade e falta de profissionalismo deste senhor. Até ao momento. Até entender onde vai a solidão de um desgraçado. Vai longe. Oh se vai. É precisamente aqui que este livro de Denis Thériault encerra em si os temas mais básicos da vida como a solidão e o amor, o desejo de sermos amados e o pânico palpável de sermos rejeitados. Esse pânico é sentido de forma viva neste pequeno livro, onde a poesia se torna o fio condutor de um diálogo de dois amantes, com um terceiro, que se apodera do lugar do segundo, sempre conduzidos pela arte invocada da poesia.
Roubando a correspondência alheia, Bilodo acaba por se apaixonar irremediavelmente por Ségolène que troca cartas com Grandpré. Após o acidente que rouba a vida a Grandpré, Bilodo, num ato de desespero apaixonado, assume-se como Grandpré, continuando a troca de cartas...sem pensar nas consequências dos seus próprios atos. Dizem que o amor tem destas coisas. Mas muitas outras tem que não se podem prever.
Um pequeno livro que permite refletir sobre temas como a vida, a moralidade, o sentido de pertença, desejo de amar e ser amado. Mais do que isso, este livro é uma nota considerável à desatenção dos dias, ao desajuste das expectativas perante os desejos e até onde tal nos pode levar. E sobretudo, onde poderíamos ter ido e sermos tão mais felizes.
Com um registo que muitas vezes é marcado por uma espécie de magia, surrealismo que seja, somos encaminhados a refletir nestas temáticas sob o prisma do encantamento indescritível das palavras. Da poesia.
 
Boas leituras!
 
Ao som de: Coldplay "Fix You"
 
 
www.wook.pt:  Esta é a história de um carteiro solitário que vive a sua vida através dos outros, lendo a correspondência alheia antes de a entregar aos destinatários. Inesperadamente, esse carteiro assume a existência de outro homem e aproxima-se da mulher por quem se apaixonara. E assim começa uma apaixonante história de amor, uma relação única, intensa e bela vivida apenas através das cartas e dos poemas que trocam entre si. Mas durante quanto tempo poderá Bilodo continuar a viver aquela mentira - e aquele amor? Num registo intimista e tocante, Thériault explora os temas do amor, da imaginação, do sonho e das dimensões inconscientes do espírito humano.
 

domingo, 7 de dezembro de 2014

Palavras Soltas #1


Amor (fr. amour; ing. love). O amor é um sentimento infeliz no caso de não ser recíproco e, quando partilhado e satisfeito na maior parte das suas expectativas, causa felicidade; este sentimento que uma pessoa dirige para uma outra pessoa específica e faz com que se deseje receber e se proporcionarem prazeres (sexuais, no caso de se tratar de adultos), ternura, admiração, cooperação, compreensão e proteção ou pelo menos algumas destas satisfações. Mais do que pela psicologia, o amor foi descrito na literatura em todas as suas variedades (heterossexual, homossexual, parental, filial, narcísico), nas suas intensidades (um breve encontro, don juanismo, uma paixão violenta), nos seus processos e efeitos.
Muitas vezes, o amor é apresentado, incorretamente, como o oposto do ódio: ora, o contrário do amor não é o ódio mas a indiferença afetiva.
 
 
D. Anzieu e R. Doron (Dicionário de Psicologia, 2001)

A Rainha da Neve (Michael Cunningham)

Posso tão simplesmente dizer que "A Rainha da Neve" é um livro centrado, sobretudo, na força do "não ter".
Estamos perante um livro repleto de personagens interessantes e densas. Pesadas. Por dentro. Repletas de questões sem fim, e numa procura incessante de respostas que tardam em chegar. Procuram, então, num desespero quase doente, e alucinado, pequenos sinais que os aproxime a essas respostas. Uma resposta que traga paz, uma reconciliação consigo mesmo. Nem que seja um piscar de olhos de um céu. Um sinal malandro de um céu desconhecido. De um Deus desconhecido. Alguma coisa que lhes permita ir vivendo os dias, suportando e sobrevivendo à força de não ter, porque ter, amortece e pacifica. Não permite procurar mais, não requer esse esforço contínuo, esse investimento que as pessoas que estão ao nosso lado, ávidas, proclamam. Que exigem, sem falar, que apregoam, sem dizer. Tendo, acabamos por, paradoxalmente, não ter. Não amar como seria suposto. Estabilidade que estagna, sem cordas que nos puxem.
Se parecemos uns tolinhos nessa imersão complexa de quem sente, claro que sim. Mas isso são já outras histórias. De quem nos criou. De quem nos moldou. E de quem escreveu o nosso pequeno conto. De quem acabou por nos desenhar assim à força das intempéries dos dias que se foram vivendo. Somos uns tolinhos a quem não foi ensinado o mais importante. Mas isso, como já disse, são outras histórias.
"A Rainha da Neve" é um livro que consegue misturar, em si mesmo, doses de loucura, comédia e muita, muita sensibilidade. Uma sensibilidade verdadeiramente tocante quanto à nossa fragilidade e necessidade de nos encontrarmos, de nos vingarmos a nós próprios, a deixarmos o nosso reflexo em algum lugar. Um sinal. Qualquer coisa. Uma luz qualquer. No chão. Ou no céu, quem sabe. Um pouco de amor. De música. De gelo, quem sabe. Qualquer coisa que nos pacifique por dentro.
E tudo isto, pela força suprema de um não ter. Que move, que empurra, que seduz.
 
 
Um livro a reter.
 
 
Boas leituras.
 
 
"A Rainha da Neve" | P.121
 
 
O romance luminoso de Michael Cunningham, autor de As Horas, começa com uma visão. Estamos em Novembro de 2004 e Barrett Meeks, tendo perdido um amor uma vez mais, atravessa o Central Park quando se sente impelido a olhar para o céu. Ali, avista uma luz pálida e translúcida que parece olhar para ele de uma forma inequivocamente divina. Barrett não acredita em visões - nem em Deus - mas não pode negar o que viu e sentiu.
Ao mesmo tempo, Tyler, o irmão mais velho de Barrett, músico em busca de inspiração, tenta - sem sucesso - escrever uma canção de casamento para Beth, a sua noiva gravemente doente. Tyler está determinado a escrever uma canção que não seja meramente uma balada sentimental, mas uma expressão duradoura de amor.
Cunningham segue os irmãos Meek nos seus diferentes percursos em busca da transcendência. Numa prosa subtil e lúcida, demonstra uma profunda empatia pelas personagens torturadas e uma compreensão singular daquilo que constitui o âmago da alma humana.
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Desejar coisas boas! :)

 
 
 
"A libertação do desejo conduz à paz interior."
Lao-Tsé
 
 
Muitos desejos!
E muitos livros, pois neles encontro a minha paz!
 
E vocês? Muitos desejos que vos tranquilizam ou amedrontam? ;)