Fantasias de uma Mulher (Siri Hustvedt)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019


O título não engana. Siri Hustvedt, em «Fantasias de uma mulher», tece uma história em torno de uma jovem mulher, de 19 anos, Lily Dahl. Esta mulher vive o sonho de se tornar atriz e nesse entretanto, trabalha num café para ganhar dinheiro e sustentar o caminho que a levará à tão esperada fama. Sem correr o risco de lhe contar mais do que a conta, acredite, Lily não chegará lá, chegará a um lugar muito mais importante.

As fantasias são ventos que passam, muitas vezes, pelos dias cansados e monótonos. A vida de Lily é pautada pelos ritmos e horários rígidos do café, e os ensaios, à noite. Vive no andar de cima do Café Ideal e será após a chegada de um estranho pintor, que a sua vida ganhará um descontrolo que jamais imaginaria.

Passa as noites à janela enquanto vislumbra, do outro lado da rua, a janela do hotel onde o pintor se instalou e onde este se concentra, quase dramaticamente, na pintura dos seus quadros.

O esboço desta história está descrito mas Siri escreveu muito mais do que uma jovem mulher apaixonada por um pintor,  14 anos mais velho.

Há muito simbolismo nesta obra. Na minha opinião, o sangue é um deles. Serão várias as vezes que o leitor será confrontado com o sangue, símbolo da vida e do afeto. Creio que foi este pormenor que me fez gostar, particularmente, desta história.

Mais do que a fantasia de se tornar atriz, Lily, no confronto com as peculiares pessoas que frequentam o café, as suas histórias misturadas com a sua, criam-lhe a ânsia de viver acima de qualquer coisa. Encontra, então, o amor como resposta, caminho que lhe permite, agora, enxergar medos, anseios e fraquezas sobre a perspetiva de quem ousou, primeiramente, encontrar-se a si mesma.

Um livro de amor próprio, de questionamento e, por fim, de redenção.
Apesar de não ser o meu livro preferido (continua a ser, sem dúvida, «O Mundo Ardente»), a combinação do amor e da arte, como referência conhecida da autora,  fazem dele um livro merecedor.



Seja feliz,
 

Agora, sim!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019



Agora, sim. Chegou o mês do Natal!
Gosto tanto! 

Quem nunca?

quinta-feira, 28 de novembro de 2019




" - Se eu estivesse a ler Fadayev, isso dir-te-ia algo diferente sobre o meu caráter do que se estivesse  a ler Wharton ou Akhmatova? Estás a analisar-me pelo que leio?"
In: "Uma noite de inverno" de Simon Sebag Montefiore
(a leitura do momento)


Seja feliz,
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