sábado, 25 de março de 2017

Porquê?

 
"Diz-me: porquê que
eu tenho de ter um irmão tão chatinho?"
[O meu silêncio a rebentar de riso]
 
 
O Principezinho de 7 anos nas suas profundas (e sentidas!) divagações.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Estante de Serviço #8

 
 
Crítico, ser
__________
 
Pobby e Dingan
Ben Rice
 
 
É tentador, especialmente na juventude, ter opiniões instantâneas e fortes sobre os outros. Julgar, criticar, rotular - estas coisas, para uma mente imatura, podem parecer sinónimos de força e confiança. Mas ter opiniões firmes nunca deve ser confundido com ser crítico - que é a tendência para julgar uma coisa um pessoa baseado apenas numa qualidade ou atributo. Uma pessoa crítica insistirá, por exemplo, que todos os criminosos são pessoas terríveis, que todos os niquentos com a comida são maus na cama (parti-me a rir com isto!), e que todos os adolescentes são ingénuos e críticos.
(...) o que pode levá-lo a abafar o seu fogo crítico, é o pequeno livro de estreia de Ben Rice, Pobby e Dingan. Kellyanne, a irmãzinha mais nova do narrador Ashmol, tem dois amigos imaginários, Pobby e Dingan. Como seria de esperar de qualquer respeitável irmão mais velho - em especial alguém que cresceu na dura comunidade mineira de opalas de Lightning Ridge, na Austrália - , Ashmol não tem tempo para coisas tão infantis. E você teria, depois de anos a dizerem-lhe para pôr dois lugares à mesa para Pobby e Dingan e de lhe dizerem que não podia ir à piscina porque, com Pobby e Dingan no banco de trás, já não há espaço suficiente para si no carro utilitário?
Lá para o fim do romance, sim. Porque quando Kellyanne anuncia que Pobby e Dingan morreram, e fica tão doente com o desgosto que acaba por ir para o hospital, Ashmol faz uma coisa maravilhosa: anda por todo o lado na cidade a pôr anúncios a oferecer uma recompensa a alguém que possa encontrar os amigos da irmã («Descrição: imaginários. Sossegados»). E a partir desse momento você também irá querer ficar do lado daqueles que entram na fantasia da menina e não daqueles que desdenham.
Permaneça aberto. Há bom, mau, loucura e tristeza em toda a gente e não tem de condenar ou de acreditar em todos os elementos para ser generoso com o pacote inteiro. Isto também se aplica a si mesmo. Se, quando luta com um nova aprendizagem, tende a descrever-se a si mesmo como um inútil em tudo (ver: autoestima, baixa), comece por praticar uma atitude não crítica para consigo mesmo.


Este é um dos livros que ficará comigo para sempre. Foi lido num momento muito especial da minha vida e, lindo como é, instalou-se com as bagagens de uma vida.
Recomendo com a maior intensidade que possa ser possível. Tenho a presunção de lhe dizer que não, não se vai arrepender. Nem um bocadinho.

Boas leituras.

 
Em:
 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Palavras mal colocadas #3


Só pessoas altamente imbecis é que colocam uma palavra destas em frases como:
 
"Aquele homem é um cancro!"
"Mas que cancro!"
 [sobre um vestido, eu já ouvi]



Neste caso, só mesmo à estalada.
Desculpem lá.

terça-feira, 21 de março de 2017

Oh. Só um bocadinho...



"Eu já te disse que não tenho namorada!"
"Claro."
"Já te disse que não!"
"Aposto que os teus olhos se transformam em coração quando ela passa..."
"Oh. Só um bocadinho..."

 
Os homens apaixonados são uma beleza. Mesmo quando só têm 8 anos.

domingo, 19 de março de 2017

Receitas de Amor para Mulheres Tristes (H. Abad Faciolince)










Encantar mulheres tristes com receitas de amor é o propósito do autor.
Se conseguirá, ou não, dependerá sabe Deus do quê.
Não serei eu capaz de lhe dizer, caro leitor, o que fará uma mulher sair desse turbilhão de tristeza que lhe inunda o peito. Consigo dizer-lhe, isso sim, que Héctor Abd Faciolince criou um carinhoso livro de receitas que, pelo menos, acalentará o seu coração de mulher e ajudará ao homem mais astuto a perceber-lhe os sinais da falta de amor que lhe acusa por gestos subtis e palavras que não diz.
Ele diz, e eu subscrevo feliz da vida, como os homens são cobardes a amar.
 
Ele vai ensinar-lhe uma série de coisas que, muito provavelmente, estará farta de saber. Mas, cá para mim, entre saber e fazer-se valer dessas crenças, percorre-se uma significativa distância.
 
Não vamos mais longe com Faciolince, mas vamos mais protegidas, mais mimadas.
Protegidas nesse confronto de amar mal, de quem receia, de quem não se entrega, que espera o que não vem, que deseja o que não sabe, que quer e não quer, que desconhece e estagna na dor mensal que alguém lhe destinou.
 
Este belíssimo livro é a dedicatória mais pura às mulheres que podem até nem saber para onde vão, mas saberão, com toda a certeza, como fazer quando lá chegarem.
 
"Não escondas as tuas misérias: podes ter segurança com aquele que gosta dos teus defeitos, porque aos teus encantos e qualidades qualquer um se afeiçoa."
 
Bem haja, Héctor Abad Fanciolince!

sábado, 18 de março de 2017

Psicologia(s) #8