Ferrugem Americana (Philipp Meyer)

sábado, 18 de maio de 2013

Sobre este livro penso que a primeira coisa que devo dizer é que, muito provavelmente, parti para a sua leitura envolta numa expectativa elevada demais. Ao ler a contracapa e ao invocarem as inspirações de John Steinbeck, obviamente e para quem me conhece, saberia à partida o quanto esperançada ficaria nesta leitura.
Provavelmente por esse motivo, o livro desiludiu-me globalmente. Não posso dizer que estive perante um mau livro, tal seria um exagero, no entanto, não posso dizer que todos os elogios que fazem parte dele, façam sentido para mim.
Porquê tanta desilusão? O autor estica a história até o elástico não dar mais e no momento em que esta deveria "explodir", dilui-se e termina. Eu diria abruptamente. Entendo a mensagem, entendo o conteúdo, no entanto, parece-me que não foi suficiente para mim.
O que mais me interessou em «Ferrugem Americana» foi, sem dúvida, a ênfase nas personagens, nas suas personalidades, nos medos, receios e a vontade constante em fugir da própria pele. Há uma angústia permanente no coração de cada uma das personagens num descontrolo que apela, constantemente, a uma fuga.
É daqueles livros estranhos em que quanto mais penso nele, mais pontos interessantes consigo encontrar, no entanto, o desfecho não foi completo.
Sobre o meu amado Steinbeck, consigo compreender sim. As personalidades sombrias e a procura de si mesmo num mundo desavindo, estão lá. Isso sim, mas não chegou.
 
 
Ao som de: Placebo "Pure Morning"
 

3 comentários:

Manuel Cardoso disse...

Ando há tanto tempo para ler este livro!
No entanto, o teu comentário veio acalmar a minha consciência :)
Não leio!
Na verdade, Steinbeck é incomparável :)

Denise disse...

Eheh!
Se é... se é... :)

chuva disse...

"a vontade constante em fugir da própria pele. Há uma angústia permanente no coração de cada uma das personagens num descontrolo que apela, constantemente, a uma fuga."

CopyRight © | Theme Designed By Hello Manhattan