
Ainda estou a tentar
perceber como é que este livro pode ser divertido. Falar em humor negro, ainda
se compreende, mas divertido, com humor, ou que seja, não concordo.
Minimamente.
Não gostei deste livro.
Penso que a autora batalhou exageradamente para trazer ao de cima um tema
centrado numa síndrome (Síndrome de Münchausen)
em que a carência afectiva é o grande elemento definidor (no presente caso),
quando o poderia ter feito, na mesma linha, de uma forma menos fantasiada.
Quero com isto dizer que me causou uma certa inquietude ler sobre esta
síndrome, adivinhando a necessidade do Louis ser amado por uma mãe completamente desequilibrada
(e altamente previsível no livro), num registo policial mirabolante com vozes
do inconsciente, um neurologista pouco profissional apanhado nas malhas do
amor, e vou continuando até ter mesmo a certeza que estou perante o pior livro deste ano.
Convenhamos, o leitor
interessa-se pela temática e acaba-se o livro com uma criança que permanece em
coma e com propensão a acidentes, em aberto…
Até consigo perceber a
ideia, no geral, mas não me agradou minimamente.
Um enredo
demasiadamente elaborado para uma temática, em si mesma, muito profunda e que
foge, na minha opinião obviamente, ao que seria mais importante: o Louis Drax
(que curiosamente, encabeça o título do livro…).
Não recomendo.
www.wook.pt: Louis Drax é um miúdo de nove anos, precoce, inteligente, problemático e muito dado a acidentes. Em cada ano da sua curta vida, sofreu pelo menos um episódio de maior gravidade, acidente ou doença, mas sobrevive sempre como o gato que cai sobre as quatro patas. No seu nono aniversário, durante o piquenique familiar, o pequeno Louis cai de uma falésia e afoga-se num rio permanecendo num coma profundo de onde poderá não regressar… Uma história brilhante, contada a duas vozes: a do próprio Louis, dentro do seu inacessível subconsciente, e a do neurologista, ao cuidado de quem o jovem fica após o misterioso desaparecimento do seu pai.
Sem comentários:
Enviar um comentário