quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Rapariga negra, rapariga branca (Joyce Carol Oates)

 
Já há muito que queria embrenhar-me na obra de Joyce Carol Oates, e assim foi. Felizmente, as minhas expectativas foram em muito superadas. As críticas em torno desta escritora, e tudo o que li da sua biografia, suscitaram-me uma enorme curiosidade sobre a sua obra. Adivinha-se esplêndida, cheia de surpresas, numa escrita difícil de definir pela sua eficácia, pela sua capacidade de ficar na mente do leitor depois do livro fechado. Uma boa surpresa.
Joyce Carol Oates nasceu em 1938 em Nova Iorque, é Professora na Universidade de Princeton e membro, desde 1978, da Academia Americana de Artes e Letras. Já ganhou vários prémios literários, entre eles, o National Book Award e foi nomeada para o prémio Pulitzer de Ficção (com o conhecido «Blonde», biografia de Marylin Monroe).
No livro que hoje vos trago, Joyce Carol Oates lança sobretudo um pano de fundo onde a política assume um destaque maioritário, em paralelo com uma amizade improvável de duas jovens universitárias.
Escrito nos anos do pós-guerra do Vietname, Oates revela os valores de uma América de coração ferido, valores questionáveis, orgulho ferido, tudo isso transposto nessa amizade de uma rapariga branca que, quinze anos após a morte misteriosa da sua amiga negra, no campus universitário, decide investigar a fundo a origem do seu desaparecimento.
Verdadeiramente tocante, profundo e com as raízes políticas a emanarem a cada folha lida, estamos perante um livro que não nos deixa indiferentes. Nem durante, nem depois da sua leitura.
 
Muito bom!
 
 
Boas leituras!

 

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