
Desde o estilo narrativo, o contexto, a densidade que coloca em cada personagem, a dinâmica do enredo, tudo isto junto, resulta num dos melhores livros que já tive oportunidade de ler.
Tudo na "simplicidade" de uma história centrada numa única mulher e no seu percurso de vida. A sua consciência, os seus medos, a infância pautada por uma História que marcou presente e futuro, os receios e a consciência dos passos a serem dados na medida dos dias, difíceis. Como quem foge, sabendo apenas que é em frente. Só em frente.
«A Filha do Coveiro» narra a história de Rebecca, a menina que foge com a família da Alemanha nazi para os Estados Unidos da América e é aí que se inicia a sua jornada pelo país, percorrendo-o na mesma medida em que procura incessantemente as respostas que preencham as dúvidas sobre quem realmente é.
De extrema sensibilidade, com excertos em que a carga emocional chega a ser quase palpável, a vida de Rebecca é marcada pela resiliência e pela coragem de quem não desiste de procurar, de proteger, de encontrar.
Joyce Carol Oates criou uma personagem em que a coragem é inata, a vontade é inquestionável, o esquecimento uma ilusão e o amor, inabalável.
Absolutamente soberbo.
www.wook.pt: Em 1936, os Schwart, família imigrada, escapam da Alemanha nazi e instalam-se numa pequena cidade do estado de Nova Iorque. O pai, antigo professor de liceu, vê-se obrigado a aceitar o único trabalho disponível: coveiro e guarda de um cemitério. Os prejuízos e a fragilidade emocional da família conduzirão a uma terrível tragédia, e Rebecca, a filha do coveiro, começa então a sua surpreendente peregrinação pela América, uma odisseia arriscada repleta de erotismo e audácia, inventividade e engenho; no final, um triunfo agridoce, muito «americano».
Uma obra-prima simultaneamente emocionante e intelectualmente provocadora.
Uma obra-prima simultaneamente emocionante e intelectualmente provocadora.
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