
«Tenho de o
levar comigo», pensei. Curiosamente, a trilogia da Pearl S. Buck acabou por
vencer e o livro acabou por ficar lá perdido.
O tempo foi
passando mas o estranho é que várias vezes me lembrava dele e em todas as
ocasiões em que o voltava a procurar, não o encontrava. E o tempo continuou a
passar.
Nas últimas
semanas deparei-me a ler sobre a vida da autora e pensei «Bem, hoje vou comprar
este livro!», e foi mesmo. Trouxe-o para casa e comecei a ler na hora.
É um livro
intrigante. Começando pela aventura que foi até o ter, e até finalmente o ler,
continuo a afirmar que o livro é muito intrigante, sombrio, tenebroso.
Tudo se
resume ao remorso assente no acto de se matar alguém. Todo um processo desde a
ideia concebida, ao acto em si e o depois.
E esse depois, o lidar com todas as
camadas de ideias, suposições, sentimentos, aí sim, é um depois longo demais, e
jamais possível de se conceber mesmo nas mentes mais prodigiosas.
As ideias
criadas, a vida desenhada até então começa a desmoronar lentamente, como um
castelo de cartas em frente aos olhos e na impotência das mãos culpadas, com um
sangue invisível mas presente. Doloroso. Escorregadio.
Creio que a
crítica positiva que contorna esta obra assenta precisamente no peso da
moralidade, na noção afincada do «certo» e do «errado» e até onde um coração atormentado nos pode levar. Ao limite. Ao fundo. À escuridão de
uma história secreta.
“O remorso é
a indigestão da alma”
(Pierre
Véron)
Valeu a pena esperar e Ler(-te) neste momento.
Recomendo.
www.wook.pt Um romance que é já um clássico da literatura americana.
Uma história densa, perturbadora e arrepiante que combina a densidade psicológica das personagens e o vigor poético de um texto clássico com uma trama complexa e um ritmo alucinante.
Uma história densa, perturbadora e arrepiante que combina a densidade psicológica das personagens e o vigor poético de um texto clássico com uma trama complexa e um ritmo alucinante.
Sem comentários:
Enviar um comentário