domingo, 30 de outubro de 2016

Lágrimas para o molhar


"A menina, habitante sobretudo dos sonhos, disse: havíamos de ter um jardim seco. Um de pedras que fizesse o ondulado do mar. Tão bem alinhado que fosse um desenho perfeito por onde poderíamos percorrer os dedos. A criada perguntou: seco. A cega respondeu: teríamos sempre lágrimas para o molhar. E sorriu.
 
Valter Hugo Mãe | Homens Imprudentemente Poéticos
p.34 e 35

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