
Dei comigo a pensar: "Presunçosa a pessoa a dizer-me isto. Sabe lá se ouvi uma voz bem melhor, ou pior, ou o que fosse?" Sei é que é parti de uma forma quase suspeita para a minha primeira leitura da obra de Ali Smith, com expectativas altas, altamente justificadas pelo comentário presunçoso da contracapa...
Verdade é que presunçosa, ou não, estava coberta de razão. Nunca li um livro assim, posso afirmá-lo. A sério. Ali Smith é genial.
É daqueles casos em que dá vontade de dizer "quando for grande, quero ser uma escritora assim!".
Estamos a falar de um livro em que a história central gira sobre uma mulher, uma estranha mulher, que surge no seio de uma família disfuncional, em que cada um dos seus elementos começa a desintegrar-se de dentro para fora, cuja alma há muito deixou de se sentir ou tentar encontrar-se. Fisicamente visível ou não, esta mulher, ou anjo, surge e como uma forte rajada de vento muda mentalidades, busca ordem em pensamentos desarrumados, sei lá, há um rumo estranho na sua chegada...
Leiam.
Boas leituras.
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