domingo, 21 de junho de 2015

No País da Nuvem Branca (Sarah Lark)

Este livro foi-me oferecido há uns meses. Confesso que, caso contrário, não o teria comprado por minha própria iniciativa. Nunca me despertou o interesse. Não sei bem porquê.
Sempre que falam muito num livro, que o destacam imensamente, por norma, perco o interesse. Defeito ou feitio, não sei. Talvez defeito.
Contrariando a minha tendência rabuja por natureza, li este livro, e o que mais me interessou foi, sem dúvida, o seu contexto histórico e o enfoque na Nova Zelândia e os seus antepassados Maoris.
A autora sublinha o período marcado pelo estabelecimento de baleeiros e de caçadores de focas, bem como pela guerra tribal dos Maoris. O grande conflito terminou quando os chefes maoris cederam a soberania à Coroa Inglesa pelo Tratado de Waitangi, assinado a 6 de Fevereiro de 1840. Um dia que é conhecido como «Waitangi Day», o feriado nacional da Nova Zelândia. Foi a partir daí que começou a colonização.
No entanto, em 1860, começaram novos conflitos entre os colonos e os Maoris pela posse das terras, cessando estes em 1972, com a posse da terra a favor dos colonos.
As reivindicações de uma compensação aos Maoris tornaram-se num importante problema político.
Aotearoa, significa «Terra da Longa Nuvem Branca», nome maori de Nova Zelândia.
Segredos. Sonhos. Destinos. Famílias. Negócios. Tragédias. E o amor.
Todas as palavras soltam acabam por resumir, de forma simples, este livro que ganha, sobretudo, pela sua riqueza histórica.
Com base neste maravilhoso contexto histórico Sarah Lark cria uma história bonita e envolvente. Uma épica história de amor, mas não só.
E é por isso que é um livro feliz.
 
Valeu a pena.
 
Boas leituras.

2 comentários:

redonda disse...

Também não tinha pensado em lê-lo. Depois deste post vou reconsiderar...

Denise disse...

:)