sexta-feira, 26 de junho de 2015

Tim (Colleen McCullough)

Já há muito que uma das minhas intenções literárias passava por conhecer a obra de Colleen McCullough.
Numa dessas fantásticas feiras onde se onde encontrar um pouco de tudo, dei de caras com «Tim», o primeiro livro da autora, escrito em 1974.
Achei que seria uma excelente oportunidade para começar, de uma vez por todas, a conhecer a obra da autora, falecida em Janeiro deste ano.
Aqui confesso a minha enorme desilusão, pois apesar de qualquer pessoa simpatizar com Tim, uma personagem diferente marcada pelas limitações cognitivas e, paralelamente, por uma beleza ímpar, não foi suficiente para me deixar cativar por mais.
A história dá especial ênfase à relação de uma mulher madura, solteira, com Tim, e o desenvolver dessa mesma relação ao longo dos anos. Tão somente. A história basilar é esta: a relação de Mary e Tim, e o aprofundar da mesma.
Em termos de escrita, e ainda estou esperançosa por se tratar do primeiro livro da autora, considero-a um pouco juvenil, direta, básica demais em momentos que, na minha opinião exigiria um desenvolvimento bem mais aprofundado dando ao leitor a possibilidade de criar a empatia necessária com as personagens e, gradualmente, melhor entender determinados comportamentos.
Com isto refiro-me a um desenvolvimento repentino demais nas ações, tanto que não transparece a realidade devida. Quase como quem quis acabar o livro à pressa, em cima do joelho. Precipitado, pois, seria o termo adequado.
 
Como consequência, no fim da leitura deste livro, não consigo dizer-vos se se tratou de uma bela amizade entre Mary, que revê em Tim o filho que nunca teve ou, se por outro lado, estamos perante uma história de amor assombrada pelo preconceito da idade e da deficiência.
 
Ficamos assim, com esta leitura: numa ambiguidade de possíveis temas, todos eles, no entanto, bastante pertinentes.
 
Apesar de se tratar de um tema interessante, e correndo o risco de me repetir, sinto que faltou um pouco mais. Mais história. Mais fio. Mais densidade.
 
 
Espero ainda ser surpreendida com o tão afamado «Pássaros Feridos».
Veremos.
 
Boas leituras!

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