sexta-feira, 1 de julho de 2016

Ler(-te) em Português de Julho

Julho, minha gente!
O tempo continua a voar e este mês quente tem na manga Ferreira de Castro: um dos autores portugueses que mais curiosidade tenho para conhecer. Não me perguntem porquê.
 
Vamos ver. E ler!
 
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Poderão ler mais informações sobre este desafio pessoal, aqui
 
Ler(-te) em Português de Janeiro, aqui
Ler(-te) em Português de Fevereiro, aqui 
Ler(-te) em Português de Março, aqui
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Ler(-te) em Português de Junho, aqui

4 comentários:

Beatriz disse...

Olá, Denise :)
Iniciei a minha descoberta de Ferreira de Castro justamente com "A experiência". Há alguns meses li "A selva", e outros esperam nas estantes.
Foi um homem de grande humanismo e sensibilidade, com uma vida bastante difícil.
Merece muito ser lido.

(Também li "Butcher's Crossing", tão diferente de "Stoner")
Boas leituras.
Beijinhos

Denise disse...

Olá Beatriz! :)

Estou tão entusiasmada para começar Ferreira de Castro que nem imaginas! Algo me diz que vou adorar conhecer, mas não sei bem porquê. Aquelas coisas. Depois, aliado a tudo isso, tem o cunho da ... Cavalo de Ferro! (risos)
Concordo imenso quando dizes que merece ser lido e amplamente conhecido. Tenho andado a ler sobre a vida dele e talvez o meu encantamento venha, precisamente, daí.

(Quanto a John Williams, tenho ouvido isso mesmo, a diferença entre o Stoner. Curiosa!)

Beijinhos e boas leituras.

Beatriz disse...

Espero que adores :)
Um percurso de vida inimaginável nos dias de hoje.
A ida para o Brasil aos 11 anos, 11!, com pouquíssimo dinheiro. O que por lá passou. A vida de miséria em Portugal após o retorno. E o fantasma que sempre o rodeou quanto ao trabalho no seringal, que tão bem descreve n'"A Selva" e que para ele foi um exorcismo imensamente difícil de passar a papel.

O seu amor por Diana de Liz, cuja morte o devastou e quase o levou à loucura. O seu casamento com a Sra Muriel que, aparentemente sempre soube do amor profundo que o marido mantinha por uma "defunta". Diana de Liz foi também escritora, mas não a consigo encontrar, penso que só em jornais antigos. Uma pena, tenho grande curiosidade.

E temos uma exposição de 100 anos de vida literária deste belíssimo escritor em Lisboa. Uma absoluta decepção (+ vergonha, mas enfim), os funcionários da Biblioteca Nacional nem sabem que está a decorrer apesar de logo por trás estar uma vitrine com as suas obras. Tudo muito fraco e insatisfatório.
Por que faremos isto a um dos grandes vultos da cultura e literatura? Não sei responder.

Bem, não posso comentar sem dizer o que estou a ler:
iniciei "Kallocaína", de Boye. Uma distopia que me parece (nesta fase embrionária) não dever muito aos seus precursores (Zamatine,que foi o 1º, Orwell, Huxley, Bradbury etc).

Desculpa ter escrito tanto, mas os livros e escritores são como as cerejas :)
Beijinhos e bom fim-de-semana.

Denise disse...

Beatriz!

Gosto muito que assim seja, que escrevas muito e que hajam muitas partilhas destas maravilhas. É tão bom :) Obrigada.
Ferreira de Castro, a par com outros autores nacionais, não têm o reconhecimento merecido no mundo das artes, e no geral. Com este desafio a que me propus tenho descoberto verdadeiras relíquias e lido imenso sobre a vida de autores cruelmente mantidos num nevoeiro. E sim, a história de vida dele é muito triste, pesada, mas cheia de significado que certamente se sentirá nas obras (como referes sobre a «Selva» - e que também já faço conta de comprar!).

Quanto às tuas leituras, como sempre, admiráveis. Vou anotar.
Tenho uma distopia muito ambicionada na estante também, mais ainda à espera: 2084 de Boualem Sansal e inspirado, sem surpresas, em Orwell :) Vamos ver.

Boas leituras!