quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Aventuras de João Sem Medo (José Gomes Ferreira)

Hoje venho falar-vos de uma história repleta de magia e de lições várias. Gomes Ferreira, com as aventuras de um João sem medo, empurra o leitor para mundos desconhecidos mas com lições que deveriam estar frescas na memória de todos, como lembretes recorrentes às práticas do saber estar, do saber ser.

A história começa quando numa terra repleta de tristeza, anseios e medos, chamada «Chora que Logo Bebes», um menino cheio de bravura, João Sem Medo, decide saltar o muro e aventurar-se por novas terras: “É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir.”

Estão os dados lançados para o início de uma aventura que parece não ter fim. Confrontado com a escolha entre o caminho belo ou feio, João começa a interiorizar a ideia de que a decisão que tomou será tudo menos fácil, adivinhando-se momentos de verdadeiras desventuras, receios e, acima de tudo, fantasias tais e tamanhas quase incapazes de competir com a sua capacidade de acreditar.

Desde transformar-se em árvore, em fonte, travar conhecimento com gramofones com asas, fadas com varinhas mágicas que o aliciam a desfazer-se do próprio corpo em prol de meros caprichos, são apenas alguns exemplos a que o leitor está destinado, obviamente, se não andar por aí espantado de existir.

Um livro que é uma pequena joia. Quem me disse, um dia, que perdurará na memória, não poderia estar mais certo. Fechei-o há poucos dias e fica a sensação de um pequeno mundo novo e à parte. Onde a magia, as aventuras de João, são bem mais do que isso: há todo um panorama de lição moral, social e política para o qual o autor, magistralmente, aponta, com os fantásticos apêndices que só a magia fortalece e conduz da melhor maneira possível.
 
Não posso deixar de recomendar!
Boas leituras.

 
Mais um desafio superado.
O mês de Setembro será ainda mais especial!

2 comentários:

Carlos Faria disse...

Pois já ouvira falar do livro, mas não comentar, deixou-me curioso. Será o escritor também o jornalista? Pois a minha experiência do contacto destes quando se tornam ficcionistas não tem sido boa literariamente.

Denise disse...

Olá Carlos!
É um clássico que não se pode perder, digo-o com toda a convicção.
Não é o jornalista. Escritor e poeta português :)

Boas leituras!