domingo, 7 de agosto de 2016

O Colégio de todos os Segredos (Gail Godwin)












A minha história com este livro remonta há cerca de 5 anos atrás. Lembro-me de ter lido o resumo e, na altura, me ter transportado um pouco para as histórias da Joanne Harris. Gostei e quis ler de imediato. No momento em que o fiz, não o consegui comprar, e nas fases seguintes em que o tentei fazer, acontecia sempre uma coisa qualquer que me impedia de o adquirir.
 
Tinha mesmo de ler «O Colégio de Todos os Segredos», no entanto, esta não é propriamente uma daquelas histórias felizes do livro que se perde no tempo e encontra o leitor que o adorou, tornando-se num dos livros da sua vida. Não foi, de facto, uma leitura prazerosa.
 
O livro começa, desde logo, por confundir um pouco o leitor pelas inúmeras personagens com que nos confronta. Inicialmente confunde, bastante, e desorienta a leitura do mais destemido. Ultrapassada essa questão, o leitor terá de lidar com alguma lentidão no decorrer da história que, na minha opinião, não traz nada de novo no que poderia ter sido narrado, ao invés das 511 páginas, em cerca de 250 e ganharia muito, muito mais.
 
Esta é a história narrada por uma mulher, a Madre Suzanne Ravenel, no momento em que decide escrever as suas memórias enquanto tal no Colégio Feminino «Mount St. Gabriel's».
 
A partir daqui o leitor terá a oportunidade de conhecer várias gerações de mulheres que frequentaram um espaço repleto de tradições, momentos, memórias e muitos segredos. Segredos esses que moldaram para sempre formas de ser, de estar e encarar as pequenas vidas das meninas que, obrigatoriamente, se tiveram de fazer grandes.
 
Não é um livro que prima pela novidade ou pela surpresa. Fica, no entanto, o contexto do colégio e, sobretudo, a importância e o peso que as amizades nos carregam nos ombros. A forma como prevalecem ao longo dos anos, ao longo da vida, e mesmo depois desta.
 
Penso que sim, que seja precisamente por aí, a pérola que se poderá encontrar neste colégio: as amizades enquanto fios condutores e definidores daquilo que se é, do que se pode ser, de quem se pretende tornar. Desejos, esses, sempre envolvidos em segredos maiores do que a própria sombra.

2 comentários:

Su disse...

Olá, Denise,

Bem, parece-me que é daqueles casos para se baixar as expectativas... :S tenho-o por ler há uns bons tempinhos já e se calhar não vai ser tão depressa...

Que venham melhores leituras :D
beijinhos

Denise disse...

Olá Su!

De facto..., não me convenceu muito.
Mas vale sempre a pena tentar :)

Sim, venham mais!
Beijinhos!