sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A Improbabilidade do Amor (Hannah Rothschild)







Este livro foi uma verdadeira surpresa. Digo isto porque, na verdade, as minhas expectativas eram nulas. Confesso, até, algum ceticismo aquando da leitura e explico porquê:
 
"Para quem anseia por uma irresistível mistura de arte e intriga ao jeito de O PINTASSILGO, de DONNA TARTT, este romance vai saciar-vos completamente."
Library Journal
 
Não aprecio quando fazem este tipo de comparações. Eu admiro, a roçar o patológico, o trabalho da Donna Tartt pelo que, conseguem compreender, o meu ar de intriga perante este livro de Hannah Rothchild. (risos)
 
 
A verdade é que, na minha opinião, este livro não se pode comparar ao género ímpar da Donna Tartt, no entanto, estamos também perante um livro muito bonito e que aborda temáticas singulares, interligando tanta coisa ao mesmo tempo que não posso, de todo, deixar de o recomendar.
 
O livro de Hannah Rothschild fala de amor, fala de arte e fala da improbabilidade que cada pessoa tem dentro de si mesma. Eu pelo menos perceciono dessa forma. Cada pessoa, tal como uma obra de arte, pode despertar em si mesma, e pelos outros, o melhor ou o pior de si mesma. A autora faz isso, aliando o poder da arte, bem como o seu mundo obscuro e outros que tais, de uma forma exemplar.
 
Não vou contar tudo porque a história que a autora pretende desvendar, cheia de mistério até ao fim, merece ser descoberta em primeira mão. Asseguro-vos, sim, que vale a pena as pouco mais de 500 páginas para tal. Há cultura, há História e encantamento, asseguro.
 
«A Improbabilidade do Amor» é muito mais do que um quadro perdido numa loja de antiguidades que, por mera coincidência, foi parar às mãos de Annie. É a história paralela do mundo mágico da arte e o quanto, se quisermos, pode ser transferida à nossa vida, acreditando e tal como citado acima: "dando provas."
 
Gostei e recomendo.
Boas leituras.


3 comentários:

Carlos Faria disse...

Confesso com esse título e capa não veria nenhum motivo para ler esse livro, até porque também não conheço a escritora para qualificar o seu género. Mas se a Denise leu e foi surpreendida pela positiva, ainda bem, acredito.

Túlio disse...

Está na minha lista!
Depois dessa resenha, com certeza, irei lê-lo o mais rápido possível.

Boas festas e boas leituras, Denise!

Denise disse...

Olá Carlos,
Também eu olhei de lado pela capa, pelo título e pela alusão a Donna Tartt. Tudo indicava uma grande desilusão, mas eis que fui surpreendida pelo mundo da arte e pelo suspense que a autora criou. Gostei :)
(A velha máxima de não se julgar a capa... mas quem é que consegue fazer isso? Eu não consigo, mas vou tentando resistir! risos).
Beijinhos

Túlio,
Obrigada pela visita!
Apesar de inicialmente pouco convencida, cheguei ao fim da leitura com a sensação de que valeu a pena tentar :)
Beijinhos e boas festas!