terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Persuasão (Jane Austen)

Persuadir. Levar a crer ou a aceitar, aconselhar, induzir.
Nessa persuasão levaram-te e eu deixei que assim fosse, mas repara bem, poderá o amor ser sensível a qualquer tipo de persuasão?
Não. Claro que não! Não o nosso!
Todos os desvios em que nos colocaram, persuadidos de algo menor, desse amor só nosso, apenas fortaleceram a certeza. A nossa certeza.

Passem dias que me levem o viço da juventude. Passem as semanas. Passem os anos. Permanecerá a certeza. E a persuasão serviu, afinal, para cerrar um caminho mais e mais profundo, onde te encontro mais íntimo, ainda mais meu.



E eis que um coração é persuadido pela saudade. E nele é impresso um nome a carvão.

Dizem que os livros da Jane Austen são para meninas. Não são.

Ao som de: First Aid Kit "Ghost Town"



Sinopse: É em «Persuasão», o último romance acabado de Jane Austen, que encontramos a sua heroína mais notável - Anne Elliot. Sobre ela escreveu, um dia, a autora: "ela é quase demasiadamente boa para mim." No entanto, naquela que é a sua obra mais amadurecida, que descreve uma órbita de afastamento nítida em relação ao tom predominantemente satírico dos seus anteriores romances, Austen trata o carácter e os afectos da protagonista de uma forma que, sem perder totalmente de vista a ironia é, sem sombra de dúvida, muito mais terna, e anuncia já uma percepção mais aberta e dinâmica da personalidade e comportamentos humanos. Uma história de amor, desenvolvida com profundidade e subtileza, proporciona o campo ideal para um estudo refletido, que sustenta na sua linha de horizonte o complexo relacionamento entre os dois sexos, e no qual homem e mulher surjem como seres moralmente análogos.  www.wook.pt

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