terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ratos e Homens (John Steinbeck)

Hoje estou destroçada. Não sei porquê. E se calhar, sei.
O final deste livro, à lareira, finalizou este meu destroço já iminente. Acho que tive mesmo vontade de o atirar à lareira, tal foi o estrondo que provocou por aqui. Uma nuvem, e a ameaça da chuva, outra vez.
Hoje estrou destroçada e não vou dizer mais nada.

Pobre Lennie. Pobre George.
Vida. Puta.

Chuva. Muita chuva.


Ao som de: Imogen Heap "Hide and Seek"



Sobre o livro: George e Lennie são dois amigos bem diferentes entre si. George é baixo e franzino, porém astuto, e Lennie é grandalhão, uma verdadeira fortaleza humana, mas com a inteligência de uma criança. Só o que os une é a amizade e a posição de marginalizados pelo sistema, o fato de serem homens sem nada na vida, sequer família, que trabalham fazendo bicos em fazendas da Califórnia durante a recessão econômica americana da década de 30. Ganham pouco mais do que comida e moradia. No caminho, encontram outros sujeitos pobres e explorados, mas também situações que colocam em risco a sua miserável e humilde existência. Em 'Ratos e homens', Steinbeck levou à maestria sua capacidade de compor personagens tão cativantes quanto realistas e de, ao contar uma história específica, falar de sentimentos comuns a todos seres humanos, como a solidão e a ânsia por uma vida digna.

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