
Está aqui, afinal. Procuro, procuro e procuro mais um bocado, para chegar a uma triste conclusão. A uma conclusão idiota, como tu. E como eu.
O teu nome. O teu nome é feito de chuva. Passado. Cheiros antigos. Um abraço de horas. Risos. Saudade. Gavetas fechadas. O teu nome é saudade e dor.
O som do teu nome, hoje, é um estalo de luva branca nesta minha pálida pele.
Como pude procurar-te tanto e tu aqui, sempre?
O teu nome. O teu nome. O teu nome.
Gosto do som. E a impossibilidade que trouxeste com ele escondeu-me, também, numa concha que levou com ela a capacidade de me fazer ouvir. Culpar-te? Talvez. Culpar-me? Absolutamente.
Que livro.
O teu nome.
Ao som de: Peter Gabriel "No Way Out"
1 comentário:
Simplesmente o livro mais sublime de Saramago :)
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