segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Hotel Íris (Yoko Ogawa)

O Pessoa diz que não amamos a pessoa. Amamos a ideia que temos dela. A ser assim, eu amo uma estupidez de tamanho infinito. Amo velhice revestida de iludida juventude. Amo egoísmo revestido com inventada inocência. Amo as tuas merdas, rendida a um vestido que explode em pedaços de abóbora!
E nessa ideia de te amar, entro numa tradução russa, rasca, de um romance em que te matas por me amares.
E ninguém entende!


Amor. Oh tu! Tão leve e subordinado! Como os cabelos que me arrancaste!
Para Mari, amar é permanecer de olhos fechados. Para sempre.


Livro psicologicamente perturbante.
Deixa aquele travo azedo.


Sinopse: Mari e a sua mãe são proprietárias de um pequeno hotel à beira-mar. É um hotel modesto, mas bem gerido e está quase sempre completo. Mari toma conta da recepção todas as noites e, como em todas as noites, a tranquilidade e o silêncio reinam no pequeno hotel. De repente ouvemse gritos, insultos — proferidos por uma mulher que sai agora do quarto de um dos seus hóspedes mais discretos. Mari fica impressionada com a cena e, inconscientemente, com a elegância e distinção deste homem quase velho, acusado dos piores desvios. Alguns dias mais tarde cruzar-se-á com ele na rua e começará a seguilo. O homem que inicialmente apenas a intrigou, tornar-se-á uma obsessão e objecto do seu desejo.


1 comentário:

Patrícia C. disse...

epá, eu vou mesmo querer ler isto. Obrigada :)