terça-feira, 3 de julho de 2012

Memórias de Papel (Maria Teresa Loureiro)

Imagina o mundo sem palavras? Eu tento. E só consigo imaginá-lo assim, se estiveres nele, com a ausência do teu corpo a fazer desenhos nos lençois da cama, a marcar a tua presença silenciosa pela casa. Mas presente. Assim consigo. Um mutismo possível.
Voltaria atrás, arrumaria cada palavra num pequeno saco velho, e nunca, jamais teria cuspido palavras em ti, jamais, jamais!
Que ruína.
"A culpa disto é das palavras."
As palavras levaram o meu coração, quando decidiram sair de mim, e no mesmo momento, te levaram também.


Dá-me uma fatia do teu mutismo feliz. 


Sinopse www.wook.pt: Que fazer com as palavras que nos entristecem? Conseguiremos suprimi-las do nosso pensamento ou o melhor será deixá-las para trás, pelo simples acto de não as utilizarmos no nosso dia-a-dia? Helena começou a zangar-se com as palavras no dia em que fez cinco anos. A partir desse momento, as palavras foram ficando guardadas na sua memória e, como num jogo de sombras chinesas, trocaram-lhe as voltas até ao fim. 

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