sábado, 6 de setembro de 2014

O Palácio da Meia-Noite (Carlos Ruiz Zafón)

Um dos aspetos mais curiosos nesta trilogia de Zafón encontrei-a, desde logo, nas primeiras páginas deste que integra o segundo livro do enredo.
Zafón refere que ao escrever esta trilogia destinada às camadas mais jovens não sabia, na verdade, o que era isso de «romance juvenil». Chega a referir o seguinte: "A única coisa que sei é que quando os escrevi era bastante mais novo do que sou agora e que a minha ideia ao publicá-los era que, se tinha feito o meu trabalho corretamente, deviam interessar a leitores jovens de idades compreendidas entre os nove e os noventa anos." (p.9)
Acredito que este é ponto fundamental para se continuar a leitura desta trilogia. Palavras como «aventura», «romance» ou «mistério» dão origem a uma história mirabolante, onde o sobrenatural ocupa lugar de destaque.
Já há uns tempos referi as promessas de felicidade que os livros de Zafón são capazes de trazer ao leitor. Assim referia uma das suas sinopses. Continuo a acreditar nessa promessa, e apesar do «romance juvenil» que hoje vos falo enaltecer a juventude, o mistério, a busca arriscada por respostas e o sobrenatural elevado ao expoente máximo, Zafón mantém esse lugar vitalício de exímio contador de histórias. Dos que prendem o leitor e lhe vendem a vontade de descobrir o final.
 
Boas leituras.
 
 
www.wook.pt: No coração de Calcutá esconde-se um obscuro mistério...

Um comboio em chamas atravessa a cidade. Um espectro de fogo semeia o terror nas sombras da noite. Mas isso não é mais do que o princípio. Numa noite obscura, um tenente inglês luta para salvar a vida a dois bebés de uma ameaça impensável. Apesar das insuportáveis chuvas da monção e do terror que o assedia a cada esquina, o jovem britânico consegue pô-los a salvo, mas que preço irá pagar? A perda da sua vida. Anos mais tarde, na véspera de fazer dezasseis anos, Ben, Sheere e os amigos terão de enfrentar o mais terrível e mortífero mistério da história da cidade dos palácios.
 

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