terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Um Deus Desconhecido (John Steinbeck)

Perguntas. Argumentas e afirmas. Depois ris perante toda esta minha perplexidade.
A verdade é que, realmente, não consigo responder perante esse teu sorriso rasgado, seguro, que contagia os olhos tão igualmente seguros. Em mim.
Não fiques assim. Não sejas assim. Não tenhas essa segurança em mim. Oh tu! Oh tu que tanto amas abraçar as árvores ..., e eu como amo ver-te fazê-lo.
A minha perplexidade perante tudo, perante a dimensão do mundo, e de todas as coisas criadas são, para ti, pequenas partículas de açucar e chuva, para partilhares com quem amas.
És, assim, feito de chuva. E é assim, a simplicidade da vida.
Uma simplicidade que rasga tudo em sorrisos efémeros, mas fortes, e nesses abraços naquela árvore, onde te aprecio e onde tudo pára.
E nada. Nada mais importa.

Mas que raio andam ele aqui a fazer, afinal?
Eles não abraçam as árvores.
Eles não cheiram o jardim após os beijos da chuva.
Oh! Eles não entendem nada disto.

Vamos embora daqui.
Onde eu te entendo, onde tu me entendes.
Esse Deus desconhecido...






1 comentário:

Su disse...

Olá!
Infelizmente, ainda não consegui acabar de ler este livrinho. Já tentei por duas vezes. Por duas vezes, começo a lê-lo muito entusiasmada, até porque gostei do estilo de escrita descritivo de Steinbeck e a estória de "A Um Deus Desconhecido" atrai-me, mas paro sempre no mesmo sítio (no casamento). Enfim... Espero um dia lê-lo de vez.
Boas leituras!