terça-feira, 7 de maio de 2013

A Casa de Papel (Carlos María Domínguez)


Este é um pequeno livro onde o amor aos livros se derrete e espalha de um modo enternecedor e, simultaneamente, doloroso.
Alguém, amantes de livros, consegue imaginar a proeza de, amando tanto, enterrar os livros em cimento na ideia estranha de os proteger e, quem sabe, atenuar essa paixão que arde assim sem qualquer controlo?

 
A casa de papel é um livro com livros lá dentro e a história de quem muito os amou.

 
 
Gostei e em poucas palavras o recomendo abundantemente.
 
 
 
www.wook.pt Os livros mudam o destino das pessoas: Hemingway incutiu em muitos o seu famoso espírito aventureiro; os intrépidos mosqueteiros de Dumas abalaram as vidas emocionais de um sem-número de leitores; Demian, de Hermann Hesse, apresentou o hinduísmo a milhares de jovens; muitos outros foram arrancados às malhas do suicídio por um vulgar livro de cozinha. Bluma Lennon foi uma das vítimas da Literatura.
Na Primavera de 1998, Bluma, uma lindíssima professora de Cambridge, acaba de comprar um livro de poemas de Emily Dickinson quando é atropelada. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de A Linha da Sombra, de Joseph Conrad, em que Bluma escrevera uma misteriosa dedicatória. Intrigado, parte numa busca que o leva a Buenos Aires com o objectivo de procurar pistas sobre a identidade e o destino de um obscuro mas dedicado bibliófilo e a sua intrigante ligação com Bluma.
A Casa de Papel é um romance excepcional sobre o amor desmesurado pelas bibliotecas e pela literatura. Uma envolvente intriga policial e metafísica que envolve o leitor numa viagem de descoberta e deslumbramento perante os estranhos vínculos entre a realidade e a ficção.

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