domingo, 19 de maio de 2013

O Voo da Cotovia (Kathryn Erskine)

 
 
A realidade não é bem aquilo que parece ou, na verdade, é mais simples do que parece. Na mente da Caitlin funciona tudo a preto e branco. A Síndrome de Asperger não lhe permite compreender na perfeição a complexidade das emoções que caracterizam as pessoas, pelo que os seus dias são uma aventura constante na procura dessa mesma descodificação de sorrisos que não expressam paz ou lágrimas que, afinal, podem ser de alegria. Essa complexidade define, assim, a trajectória desta menina com Síndrome de Asperger que contava com o apoio do seu irmão, recentemente falecido.
Estamos perante um pequeno livro, lido em meras horas, com uma escrita simples e fluente onde sublinho, sobretudo, a forma inteligente como a autora entra na problemática desta síndrome, permitindo ao leitor a sua melhor compreensão através do discurso sincero e genuíno de uma menina perdida de competências sociais, mas corajosa para se encontrar.
A Síndrome de Asperger integra-se no espectro do Autismo e é essencialmente caracterizada pelas dificuldades sociais que a criança evidencia, na comunicação, no toque e na compreensão das emoções, entre outros aspectos. Aquilo que os Psicólogos denominam de «Teoria da Mente» (habilidade cognitiva para interpretar e reconhecer expressões/sentimentos), estas crianças não possuem, prejudicando assim a sua interacção com os outros.
Este é, assim, um livro com um ponto de vista interessante de compreensão da síndrome mas, igualmente, focado no processo de luto e aceitação da vida, com e sem cor.
 
 
www. wook.pt: Caitlin é uma menina de dez anos muito especial. Por sofrer da síndrome de Asperger, tudo o que não seja a preto e branco é-lhe confuso. Dantes, quando as coisas se tornavam confusas, Caitlin podia contar com a ajuda do irmão mais velho, Devon. Mas Devon morreu e o pai está tão perturbado que não lhe consegue estender a mão. É então que um dia Caitlin ouve a expressão «fazer o luto» e percebe que é exatamente aquilo de que precisa. Mas, para consegui-lo, terá de descobrir que o mundo está na realidade cheio de cores - estranhas e belas.
 


1 comentário:

chuva disse...

Costumas ver a série "Parentwood"?