quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Madame Butterfly (John Luther Long)

Um clássico da literatura, expandido para o teatro e criando, ainda, a intemporal ópera produzida por Giacomo Puccini, este é um livro a reter no coração. Cho Cho San entranha-se no coração, seja essa a nossa vontade, ou não.
Corpo e mente são mantidos a sonhos e ternura. Dimensões de sonhos, ternura e amor incapazes de definir, quantificar, imaginar. Tudo é tão possível nesse mundo de Madame Butterfly, as suas certezas são tão inabaláveis – como só o seu verdadeiro amor pode ser – que por momentos, a empatia pela sua ingenuidade ganha uma forma obrigatória. A dor iminente, de olhos contornados a dosagens menores de sonho, é incapaz de não querer abraçar, para sempre, esta Butterfly, esta Madame, cujos olhos são asas que voam para longe de qualquer cruel realidade.
Um dia, porém, esse mesmos olhos prudentes, a realidade pesada, obrigarão os sonhos de Madame Butterfly a voar no sentido contrário da sua felicidade e aí, a esperança traduzida no sorriso esmagador de um sonho há muito construído, jamais terá a mesma força. Ganha antes a força inversa, num cortante desfecho de quem julga saber amar na plenitude.
 
Um clássico tocante.
 
 
Sinopse www.wook.pt: Madame Butterfly é uma das mais trágicas e comoventes histórias de todos os tempos, um paradigma do amor à beira da loucura e da morte.
 


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